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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

 

     Lágrimas escorrem calmamente por aqueles olhos negros e enormes. Lágrimas obscuras, calmas, mais com um grito de dor escondido por aquelas gotas. Lágrimas que não escorrem por um coração partido, muito menos por não ter aquele sapato novo, ou por não poder ir a aquela festa - são lágrimas de solidão, de tristeza profunda, de abandono, de fome, de sede. Muitas crianças, adolescentes, jovens, adultos, estão chorando escondido por aí, querendo um prato de comida - enquanto nós, que temos um lar, um lugar para dormir, comida posta na mesa, estamos reclamando de tudo. Você já parou pra pensar na tristeza dessas crianças? Já parou pra pensar no desgosto desses pais, aos ver os seus filhos morrerem pouco a pouco, sendo consumidos pela fome e pela dor? Já parou pra pensar naqueles adolescentes que tem que carregar os seus irmãos na costa, porque seus pais, consumidos pela pobreza e pela tristeza, deixaram esse mundo? Não? Pois então pare e pense. Enquanto você reclama por comer frango na hora do almoço, e de novo no jantar, existem crianças por aí, que dariam tudo por um grão de arroz e um gole d'água. Antes de reclamar que seus pais não te deixam ir naquela festa, ou não te dão dinheiro pra sair...lembre-se: Existem pessoas no mundo, que não tem opção, elas têm que ficar em casa, não têm dinheiro nem para comer. Enquanto nós nos preocupamos com o cabelo, com a aparência, com a roupa...essas crianças não têm tempo para se preocupar com isso - elas estão procurando tempo para amenizar a sua dor, de não ter uma família, de ter não um prato de comida, ou uma roupa para vestir. Pense nisso, antes de reclamar da sua vida!



(matinha barreto)
 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

RISCOS




   Rir é correr risco de parecer tolo. Chorar é correr o  risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

"Somente a pessoa que corre riscos é livre!"
                                                                    (Autor Desconhecido)
#Não é meu.